O farmacêutico deve orientar o paciente sobre os sintomas e cuidados para a Influenza e Covid-19

Comunicação CRF/MG - 04/01/2022 às 17:24:44

O farmacêutico deve orientar o paciente sobre os sintomas e cuidados para a Influenza e Covid-19

Aumentam os casos de Influenza (H3N2) e de Covid-19 no Brasil e muitas pessoas têm corrido às farmácias e drogarias em busca de medicamentos antigripais para conter os sintomas, ou até acreditando que estão tratando a doença.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) os casos de gripe causados pelo vírus Influenza H3N2 cresceram mais de 107% e já foram identificadas mais de 305 infecções no estado.

Os sintomas da Covid-19 e da Influenza (H3N2) são compatíveis, mas qual orientação o farmacêutico deve dar ao seu paciente? 

Na avaliação da especialista em Medicamentos e Assistência Farmacêutica, professora Mariana Gonzaga, as medidas de segurança são as mesmas nos dois casos, até que se confirme o diagnóstico, ou seja, manter o distanciamento social, fazer a testagem, lembrar que antigripal não é um tratamento contra a gripe, mas sim contra os sintomas. Ela ressalta, no entanto, que “se tem suspeita de estar com gripe, tem suspeita de estar com Covid-19, pois os sintomas são compatíveis”.

Nesses casos, cabe ao farmacêutico como profissional da saúde de orientar o paciente para os cuidados específicos e para a busca de atendimento em unidade de saúde.

Sintomas

Os sintomas entre as duas doenças são semelhantes, o que pode dificultar o diagnóstico. Mas algumas diferenças podem ser observadas: uma pessoa com Influenza (Síndrome Gripal) apresenta sintomas mais fortes já no primeiro dia, enquanto a infecção pelo coronavírus tende a se manifestar mais demoradamente, podendo se tornar mais intensos no fim da primeira semana.

Mesmo com a confluência entre as duas doenças atacando as vias respiratórias, observa-se uma divergência entre a manifestação do início dos sintomas. A gripe causa febre alta de uma hora para outra, muitas vezes associada à dor de cabeça, moleza no corpo, falta de apetite e a sintomas respiratórios, como nariz entupido e coriza. E com mais ou menos uma semana, a pessoa já está melhor, sem sintomas.

Em alguns pacientes, especialmente quando existem fatores de risco, a doença pode se agravar a partir do 3º ao 5º dia, podendo se instalar a forma mais grave da doença (síndrome respiratória aguda grave, SRAG).

Em relação à Covid-19, a febre e os sintomas respiratórios podem se instalar mais silenciosamente, tendendo a se agravarem no fim da primeira semana. As manifestações mais graves da doença costumam aparecer no início da segunda semana de sintomas.

Diante da similaridade da manifestação das doenças, é recomenda-se fazer, com maior brevidade possível, o teste para descartar o diagnóstico de infecção pelo coronavírus.

Os testes para Influenza são menos disponíveis, mas neste momento epidemiológico pode-se realizar o diagnóstico de gripe após a exclusão de Covid-19.

As doenças são transmitidas por via respiratória e os cuidados preventivos são muito semelhantes. Entre as principais orientações, estão: evitar aglomeração; utilizar corretamente a máscara, cobrindo nariz e boca; manter os ambientes ventilados, higienização das mãos e o isolamento das pessoas que estão com algum sintoma respiratório.

Os sintomas da Síndrome Gripal são: febre alta no início do contágio, inflamação na garganta, calafrios, dor de cabeça, distúrbios olfativos e gustativos, irritação nos olhos, vômito, dores articulares, tosse, mal-estar e diarreia, principalmente em crianças.

Os sintomas da Síndrome Respiratória Aguda Grave são: além dos sintomas da Síndrome Gripal, pode ocasionar desconforto respiratório, falta de ar, saturação de O2 menor que 92% em ar ambiente ou coloração azulada nos lábios ou rosto.

Recomendação do Ministério da Saúde

Pessoas que apresentarem sintomas gripais deverão procurar atendimento médico na Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência. Mesmo com letalidade menor que a Covid-19, o H3N2 tem mais chances de evoluir para casos graves em grupos de risco (crianças, idosos, gestantes e indivíduos com comorbidades).

A propagação do vírus pode ter relação com a baixa cobertura vacinal contra a gripe e com a flexibilização das medidas de restrição e prevenção adotadas contra a Covid-19.

O Brasil possui vacinas que protegem contra o vírus Influenza A e B, no entanto, elas não são específicas para a variante H3N2, que está atingindo o país. De acordo com o Instituto Butantan, maior produtor de vacinas para a gripe do Hemisfério Sul, a previsão é de que a vacina para H3N2 esteja disponível para a população ainda nesse primeiro trimestre.

Com informações:

Agência Fiocruz de Notícias

Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (CE)

Prefeitura de Viçosa (MG)

Prefeitura Municipal da Estância Balneária de Ubatuba (SP)

 







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